segunda-feira, 24 de maio de 2010

Uma vida

E, para cada ano, só uma palavra:

1 - Vida
2 - Inocência
3 - Delírio
4 - Flores
5 - Curiosidade
6 - Aprendizagem
7 - Mudança
8 - Capricho
9 - Novidade
10 - Paixão
11 - Inteligência
12 - Sintaxe
13 - Preparação
14 - Decepção
15 - Fé
16 - Escolha
17 - Ruptura
18 - Descoberta
19 - Consciência
20 - Revelação
21 - Medo
22 - Valorização
23 - Ousadia
24 - Ida
25 - Volta
26 - Esperança
27 - Revolução

Uma chegada, uma despedida: ciclos

Primeiro e último. O primeiro traz a força do novo, do inesperado, do latente. Possível até teorizar sobre tantas potencialidades, dizem semioticistas. Sim, é a primeridade, aí vem a secundidade, uma tal de terceridade. Pronto, tem-se a famosa tríade. Do primeiro, espera-se o tudo. A partir do passo inicial, roteiros muitos se delineiam para a construção de uma história, de várias histórias. Com tantos projetos à execução, emergem também as ansiedades, os sonhos, as ambições. São as expectativas. Expectativa de ser, de rir, de crescer, de chorar, de ter, de jogar, de poder, de esperar, de sentir, de perder, de ganhar, de vencer, de questionar, de duvidar, de querer, de amar. Ilusões. O olhar é de curiosidade, e tudo à volta soa desafiador. Foi assim, várias vezes.

Agora, o último fecha. Encerra um ciclo à espera de um outro ainda mais uma vez carregado de expectativas inocentes como tantas aquelas outras que já se manifestaram em uma velha renovação de planos. Hora de desligar, recolher pertences, empacotar sonhos até então não concretizados. Hora de adiá-los e projetá-los em um futuro distante, ou nem tanto assim. O último pode ser um adeus, um até logo, um até breve, um até amanhã, um até nunca mais. O último está ainda por vir e, por mais esperado que seja e que sempre tenha sido, traz consigo a força do velho, na esperança de fazer, mais uma vez, tudo novo.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

sexta-feira, 14 de maio de 2010

quinta-feira, 13 de maio de 2010

terça-feira, 11 de maio de 2010

Algumas vontades

Ultimamente ando com vontades. Vontade de tapioca. Vontade de dançar na chuva. Vontade de tomar sorvete de chocolate. Vontade de frio, de calor. Vontade de jogar voleibol. Vontade de macarronada. Vontade de beijar. E vontade de interior, de viajar, de sorrir. Vontade de visitar o passado e de, no presente, estar com os amigos. Vontade de estudar. Vontade de Sonho de Valsa. Vontade de encontrar os pais e de curau da avó. Vontade de fugir. Vontade de doce de leite. Vontade de vencer. Vontade de dadinho e de café. Vontade de chorar. Vontade de Coca-Cola Zero. Vontade de lembrar, de abraçar e, abraçados, de contar estrelas. Vontade de andar de bicicleta. Vontade de mim e vontade de partir. Vontade de comprar flores. Vontade de mudar. Vontade de ver o mar. Vontade de chegar. Vontade de andar, e de andar com muitas vontades. É, ando com muitas vontades.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

domingo, 9 de maio de 2010

Um domingo

Não é proibido (Marisa Monte / Dadi / Seu Jorge)

Jujuba, bananada, pipoca,
Cocada, queijadinha, sorvete,
Chiclete, sundae de chocolate,

Uh!

Paçoca, mariola, quindim,
Frumelo, doce de abóbora com coco,
Bala juquinha, algodão doce e manjar.

Uh!

Venha pra cá, venha comigo!
A hora é pra já, não é proibido.
Vou te contar: tá divertido,
Pode chegar!

(uh)
Vai ser nesse fim de semana (uh)
Manda um e-mail para a Joana vir (uh)
Woo.. Uh!

(uh)
Não precisa bancar o bacana (uh)
Fala para o Peixoto chegar aí! (uh)

Traz todo mundo, 'tá liberado, é só chegar.
Traz toda a gente, 'tá convidado, é pra dançar,
Toda tristeza deixa lá fora; chega pra cá!
(uh)

Jujuba, bananada, pipoca,
Cocada, queijadinha, sorvete,
Chiclete, sundae de chocolate,

Uh

Paçoca, mariola, quindim,
Frumelo, doce de abóbora com coco,
Bala juquinha, algodão doce e manjar.

Uh

Venha pra cá, venha comigo!
A hora é pra já, não é proibido.
Vou te contar: tá divertido,
Pode chegar!

(uh)
Vai ser nesse fim de semana (uh)
Manda um e-mail para a Joana vir (uh)
Woo.. Uh!

Não precisa bancar o bacana (uh)
Fala para o Peixoto chegar aí! (uh)

Traz todo mundo, 'tá convidado, é só chega.
Traz toda a gente, 'tá liberado, é pra dançar,
Toda tristeza deixa lá fora; chega pra cá!

(uh)
Não precisa bancar o bacana (uh)
Fala para o Peixoto chegar aí! (uh)

terça-feira, 4 de maio de 2010

Uma noite

Foi uma noite que podia ter acabado como tantas aquelas outras já passadas. Não haveria motivos para alegria alguma, expectativa nenhuma caso ela tivesse se repetido ordinariamente como todas aquelas velhas noites frias, mas seguras. Havia começado, porém, como uma noite diferente. A cama não era minha, o lençol não deslizava por minha pele e o cobertor não esquentava. E meu sono, em um ambiente hostil, ainda era instável. De acolhedor, só havia uma esboço de voluntarismo, uma vontade perdida. Naquela noite, o telefone tocou. Naquela cama, me revirei. Tocou uma, duas, três vezes. Ouvi todas, e, sim, não atendi nenhuma. E tocou mais. Naquele ambiente ainda distante, buscava apenas um gesto para acalmar meus sentidos delirantes, controlar meu corpo trêmulo e, sobretudo, esquecer da minha boca insistentemente seca. E, sem percepção, reagia com indiferença às risadas que de longe invadiam aquele quarto, e que nunca foi meu. E mais uma vez o telefone tocou. Atendi. A noite acabou.