sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Pra sempre

Nada supera a beleza do céu de qualquer cidade do interior: uma imensidão preta sempre repleta de estrelas. Quando as olho, sonho com as noites ao seu lado para, assim, contá-las infinitamente, sem pressa. Serei, então, capaz de buscá-las, embrulhá-las e entregar-lhe uma a uma, a cada novo dia. À sua espera, condeno-me a passar as noites acordado. Com medo da perda, não fecho os olhos para evitar a fuga silenciosa de estrelas rebeldes. Me tranquilizo, porém, porque dizem que umas nascem, outras morrem. Mesmo assim, não permito dor nem choro. Por isso, eu vigio as noites e, atento às estrelas, zelo pelos sonhos. Quando encontrá-lo no agito cinza, prometo uma aventura. Longe vamos juntos contar as estrelas, que safadas brilham para os nossos sonhos. Infinitas, elas sempre vão existir. Lembre-se: enquanto umas morrem, outras nascem. Vamos, então, contá-las, porque, morrendo e nascendo, nossos sonhos sempre viverão.