quarta-feira, 2 de julho de 2008

A gente tem é Focus

Dias após dias de saudades, Caco surge esbaforido na janela com um largo sorriso. (Ele foi pro Rio de Xanerô). Ele manda acenos. Eu todo atrapalhado retribuo de imediato com gestos desmedidos. Ele corre, atravessa o salão a bailar e me abraça como há muito não fazia. Confuso, como sempre, eu procuro do nada minhas chaves. Isso. Assim, do nada. Peço chope, claro, sem medo de nada. Ele pede também. Começam o papo, as observações, os flertes (porque a gente não presta) e as gargalhadas. A gente fala alto, e, assim, todo mundo ouve. Quando gargalhamos, emergem as mais esdrúxulas idéias (sim, porque a gente não vale nada, mesmo). Perdidos e puros, saímos para tomar um ar. No sentido centro, a gente se encontra numa voltinha aprazível. No sentido zona sul, andar de carro à noite, sem trânsito, em São Paulo, com vidros abertos, é muito bom. Em velocidade baixa, após voltas e mais voltas, ouvimos uma proposta nesse jia (dia): “Oi, pára aí...”. Bem comportados que somos respondemos: “Não. A gente não pára em fila dupla”. Na verdade, né, Caco, a gente, com celular, tem é Focus! Sucesso!

Um comentário:

Caco disse...

tu ganhou! postou primeiro! hahahahaha
sempre bom! sempre bom!
bjs