terça-feira, 11 de março de 2008

Fim de semana com cês tudo!

Prometi ficar em casa o fim de semana inteiro. Não sairia por nada nem por ninguém. Era apenas mais uma promessa que, sim, cumpriria não fosse a insistência de Anne, que me tirou de casa sem eu tirar o carro da garagem. A gaúcha partiu da Vila Madalena, em São Paulo, para o ABC a fim de me resgatar do tédio. De repente, a noite de sábado, diferente daquelas habituais no lugar de sempre – leia-se Bubu com Thiago e Caco -, tornou-se perfeita, com direito a massagem da Larissa, papo “encalhado” a três na cama e baladinha indie na Rua Augusta.

Irritaram-me algumas particularidades da noite. A morosidade dos homens paulistanos, por exemplo, encheu-me de indignação. Eles são lerdos e, por isso, que as mocréias levam a melhor em São Paulo. Elas têm atitude, marcam presença, investem no bofe e arracam praticamente os tchongos da mesa para a tomada de iniciativa. Larissa e Anne estiveram disponíveis, flanando livres pelo salão, e linda, mas nenhum ogro, apesar dos olhares tímidos para a menina dos Pampas e a menina da Capital, arriscou qualquer abordagem. Irritou-me também, confesso, as expressões “estou ótcheema” estampada nas faces dos jornalistas e das jornalistas. Irritou-me, sobretudo, a ausência de gays no tal do território livre e mais moderno da cidade.

Agradou-me demais dormir de conchinha na cama da Anne, com a Anne (ok, a conchinha é mentira, embora seja nossa posição preferida para dormir a dois; pronto falei!). Mas, sim, eu dormi com a Anne na noite de sábado! Acordamos às 13h, com caras amassadinhas, remelinhas nos olhos e mau-hálito. Isso é amor, gente! Almoçamos, com Larissa, Mariana e mamãe de Mariana, no Sesc Pinheiros. E, na volta, Anne Hickman e Lalá levaram-me para casa até o meio do caminho.

Sim, meio do caminho porque o Ka champanhe de Anne, de repente, começou a apitar, soltar fumaça, falhar e, enfim, parar no meio da sempre movimentada Avenida dos Bandeirantes. A partir dessa experiência desagradável, Larissa sentenciou: “É para nessas horas que uma dos três precisa de namorado! Eu ligaria agora para o bofe e ele viria nos buscar, muito dignas!” Como ele não chegaria, recorremos primeiramente ao mecânico mau-humorado da AGF Seguros e, em seguida, ao reboque bacanérrimo e tiozinho que colocou os três na boléia e me deixou no metrô Saúde.

Ah, senhor, há quanto tempo eu não andava de ônibus em domingo!!! É triste e lamentável. Após 45 minutos de espera, parti sacolejando de São Paulo para o ABC, naquele maldito ônibus que não passa pela Caminho do Mar, apenas pela Vergueiro. Que saudades de meu Golzinho. Hoje, segunda-feira, eu o tratei com todo o carinho do mundo entre São Bernardo e o Bairro do Limão! Nem reclamei do trânsito. Isso é bobagem pouca. No domingo à noite, ao chegar em casa, um banho, porque o domingo não acabara.

Werner e Claudia, grande amigos casados dos tempos de Bauru, esperavam-me para uma baladinha, uma cerveja, um bom papo! Foi bom demais! Claudia foi paquerada, e Werner também, que não conseguiu disfarçar o ciúme de Claudinha, e eu também fui paquerado. E bebemos, e dançamos (loucamente), e comemos. E conversamos também, e rimos do presente e do passado. Restou-nos pouco tempo para falar de futuro. E, da zona leste ao centro, ouvimos:



Bom demais!

Um comentário:

Caco disse...

Sou todo perdões por tu teres nos abandonado. Estás desculpado, mas espero que isso não se repita sempre.

bjs