sábado, 20 de outubro de 2007

Uma tal aí

Procurou, procura e vai procurar, mas não encontrou a felicidade, por enquanto. Talvez não seja cedo nem tarde para isso. Na verdade, tem muitas dúvidas se, de fato, vai encontrá-la. Mas, caso a encontre e sendo ela boa, vai cultivá-la. Quando perdê-la, por capricho da sorte ou maldade do azar, vai caçá-la novamente até nos confins da terra por que é vencedor. Se ela for feroz, vai domesticá-la e, estando aprisionada, vai forçá-la à satisfação de todos os desejos, os bons ou os ruins.

Por causa de uma ausência doída e também desconhecida, não sabe muito bem o que a palavra felicidade significa. E saciar-se de sentido pleno é substancial. Enquanto a fome persiste, preferiu apenas nomeá-la conforme as expectativas.

Arriscou-se, portanto, à frustração. Por isso, arquivou os sentidos no dicionário e enriqueceu o vocabulário. Lançou-se ao mundo da imaginação, das possibilidades. Fazê-la saltar das idéias compartimentadas para o mundo concreto do caos constitui-se uma meta. Acredita cumpri-la ainda nesta vida.

Disseram-lhe, há muito tempo, que a felicidade é tão somente um sentimento. Outros ensinaram a classificá-la como um estado de espírito, logo efêmero. Alguns, mais pessimistas, quem sabe não o sejam, afirmaram ser só uma ilusão do bem. Concepções maniqueístas demais para um conjunto de sensações tão complexas.

Ora, talvez seja ela a utopia. Desde pequeno, empiricamente, aprendeu que a utopia está nos planos idealizados e, em questão de tempo, ela há de desperta para a realidade. Bem, se é assim, basta esperar.

Um comentário:

Química na Escola disse...

Oi Willian

Pelo jeito, elas (as palavras) voltaram...

rsrsrs

Um grande abraço

Fabio